sábado, junho 11, 2005

Fenomenologia do qoutidiano português: A urbe

Nota prévia: Há muito tem po que não escrevia nada desde que terminei o Bitaite. Para voltar recuperei um rascunho que tinha escrito no princípio do ano. Aqui vai ele:

Uma rúbrica que daria para teses de doutoramento e congressos de duas semanas, o quotidiano português reveste-se das mais intrincadas e barrocas formas de apresentação. Sendo impossível fazer aqui uma psicologia do Português, ou para quem preferir, uma Ontologia, que abarcasse de uma forma abstracta e geral o que enforma o seu quotidiano e a maneira como ele aí se enquadra e enquadra o que o rodeia podemos no entanto, numa perspectiva das várias ciências puras e humanas, fazer análises separadas dos momentos e conceitos que no seu todo abarcam e fazem o Quotidiano Português, aqui capitalizado de propósito.

O assunto já não é novo nos meus blogs, quer aqui quer no Ultimate Bitaite, já me aproximei das análises da convivência interpessoal nos transportes públicos, dos hábitos de leituras diários e de muitos outros peuqenos momentos da vida quotidiana deste nosso Portugal. Tratemos hoje de uma grande contradição da demografia nacional.

Somos um país essencialmente urbano.
Com um país com uma mancha florestal que ocupa metade do território, com uma costa de 800 km, com metade do país sendo o Alentejo, com tanto espaço para morar e com um feitio que faz com que sejamos insuportáveis uns para os outros, em vez de distribuírmos as pessoas saudavelmente pelo território, não, amontoamo-nos aos magotes claustrofóbicos em apartamentos minúsculos, em sub-urbes sobrepovoadas, em cidades mínusculas para irmos trabalhar para escritórios ridículos em automóveis envelhecidos ou transportes sobrelotados em estradas em mau estado e cheias que nem um ovo à hora de ponta... E há mesma hora, no Almograve, o ti Chico vai de pasteleira até à praia...

2,5 milhões de pessoas, um quarto da população do país, vive na Área Metropolitana da Lisboa, abarcada pela capital e os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, Sintra, Amadora, Loures e Odivelas, sendo que neste círculo nenhum dos limites dista a mais de 20 km do centro de Lisboa... à mesma hora o no Gerês ouvem-se os pássaros...

Mas como se isso não bastasse, e como respiramos ar poluído e na mata ainda se fabrica oxigênio através do processo natural da clorofila... Puxamos fogo às árvores e deixamo-las arder...

Nota final:

Carcavelos ontem transformou-se numa Rio de Janeiro à portuguesa... Ainda querem ir à praia na Cidade? Ainda querem deitar fogo ao campo?

Bem hajam e bom Verão

segunda-feira, maio 30, 2005

A TRIP(L)A

Eu já andava a prever. A tripinha ficou enrolada num penalty.

Ainda bem. Pode ser que desta vez corram mesmo com o Trapatoni. É que com esta confusão entre coração e razão, o homem pode decidir ficar por cá.

...Vai de reto, Satanás!...

segunda-feira, maio 23, 2005

PROZAC NATION

O pessoal tem andado um bocado deprimido, não tem?!...

No blogs, no coments...

Acabou o ryl, não há guito pra viagens... Salva-se mesmo a Ricci, mesmo sem se despir. Mas como não passa de uma miragem, inda mais deprimidos ficamos.

Não se preocupem. Tenho amigos no Júlio de Matos que sacam uns Prozac's. Se não se importarem de mamar comprimidos escondidos debaixo da lingua dos outros...

...

Esta não foi lá muito boa...

No problem. Agora a sério:

Este ano vai ser uma tripinha: Campeonato, Taça e Barça. Animem-se!

Bem-hajam.

sexta-feira, março 11, 2005

UMA XIBECA POR ATOCHA

Eu sou o mais insuspeito dos sujeitos. Todos sabem e conhecem a minha enorme paixão a Barcelona. Barcelona é a minha segunda cidade, maior no coração – muito maior!!! – do que a própria cidade onde vivo, que, na verdade, exceptuando a minha filha, não me diz absolutamente nada, mesmo ao fim de cinco anos.

Este desabafo é só para mandar o Mário Soares p’ró caralho. Aquela de a solução para o terrorismo estar na conversa, só pode vir de alguém com Alzhaimer e que nunca perdeu amigos ou familiares num atentado.

Não tenho amigos na cidade de Madrid. Tenho apenas um grande prazer em visitá-la, em passear pelas noites do Barrio Chino, pelas montras da Gran Via, pelos concertos da Plaza de Toros e pela enorme simpatia dos empregados da Hostal America, em plena Portas del Sol.

Mas sei que crianças ficaram sem pai – algumas sem ambos os pais –, que pais ficaram sem filhos, que mulheres ficaram sem marido e maridos sem mulheres; Que amigos nunca mais vão poder partilhar Xibecas à beira do Manzanares, nas noites de verão, onde os estrangeiros, mesmo do Barça, são recebidos como amigos (desde que também levem uma Xibeca, claro!).

É por isso que, se alguma vez estiver na presença de um terrorista, irei trucidá-lo sem qualquer conversa...

...E é por isso que eu, hoje, também fiz cinco minutos de silêncio.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

FINALMENTE!!!

Após quase 2500 anos de grande paciência, Sócrates está finalmente no poder - sonho que alimentava desde criança. O Moscardo está de volta. Finalmente!

...E já terá acabado a cicuta?...